quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Mas eu falei sem pensar... e quero crer que você também.

Não me sinto bem.
Isso é um fato!
Deixei de acreditar, ter sido obra do acaso...
Clichê demais para meu eu indefinido.

Preferia qualquer coisa,
a sentir esse asco que tua presença tem me causado.
Creio que não acharia ruim um soco,
a ver tudo o que meus olhos estão sendo obrigados a ver.

Odeio o quanto tua imagem
me faz refletir sob o paralelo que abriga a nossa convivência.
A fidelidade que com o passar dos anos
se tornou cordialidade.

Deixamos (sim, eu sei que o erro também foi meu)
terceiros habitarem nossa realidade.
Ouvimos por outras bocas, palavras nossas.
Falamos sem pensar....
sem pensar...

Escutamos quem não devia...
Minha amiga, os textos foram corrompidos.
Creio eu que você não acreditaria.
Mas irei de encontro ao meu ego,
a minha honra....

Te digo:

A única coisa que me arrependo,
é não ter tido coragem
de fazer com que o teu ouvido
fosse o primeiro a escutar meus desabafos.

É tarde...
Sim, eu sei que é...
não a nada a fazer...
só desejo que vivamos em paz.

O que passou não volta, eu sinto...
só não quero deixar que todos os bons momentos
tenham sido obra do acaso.
Pois foram felizes demais para ser culpa só do destino.





Para B.

2 comentários:

Lara disse...

desse eu gostei. mesmo =)

ah, ouça 'glory box', de portishead. ;]

Anônimo disse...

juh...

escutando essa música enquanto lia seu texto...

que lindo juh.

sou cada vez mais sua fã

e te imploro

não pare de escrever
sei q vc ainda vai surpreender muito mais.

espero q a B. tenha lido e entendido o q vc quis passar. e a nobreza da sua atitude de reconhecer q tb cometeu erros

na minha opinião infimos

é isa